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segunda-feira, janeiro 29, 2007
Tecendo minha própria vida



Tá na mão a nova edição da Vida Simples. Se ainda não se convenceram de que é uma leitura bacana... corram à banca mais próxima e acompanhem meu raciocínio. Gosto de cada palavrinha escrita lá. Mesmo que um ou outro assunto não me interesse de cara, ela fica ali me paquerando até que eu venha a terminar de lê-la. O artigo da Sandra Chemin já valeu todo o resto. “Tramas da vida” é o título para uma reflexão madura e simples da vida. Como tecelões, juntamos os fios das coisas que nos acontecem para montar a nossa espécie de “colcha de retalhos”. A autora fala do dom de tecer a realidade ao redor. “A liberdade que tenho de tecer e também de desfiar”, ela diz. Poxa, legal como isso ressoou em mim! O que eu construo também posso destruir. Ou, melhor colocado ainda: se não ficou bom, desmancha e tenta de novo, de outro jeito, com outra vontade, por outro caminho.
Esse é o dom do livre arbítrio de que tanto falo aqui. Agora, com outra conotação. A de consertar o que o próprio livre arbítrio fez quebrar. Fazer escolhas é um troço delicado e perigoso. Envolve mistério. “Será que vai dar certo?”, nos perguntamos. Até que o ciclo se complete, não saberemos se acertamos. Aí, voltando a historinha da tecelagem da vida... como disse bem a Sandra: “agulhas e linhas na mão, prontas para repetir, tecer e desfiar”.
Hoje, entrevistei um casal que, depois de 18 anos de casados, tiveram os primeiros filhos. Frutos de sete (e não é conta de mentiroso...) tentativas de fertilização in vitro. Muita grana investida. Nervos à flor da pele. Mas um sonho claro, forte e uma fé inabalável. Vê-los com a Maria Rita e o Matheus nos braços foi a certeza de que Deus existe pra quem acredita nele. E nada para ele é impossível. Me emocionei com a história. E me perguntei ao voltar pra casa: “Por que me preocupo tanto em saber quando vai chegar a minha hora de ter essa felicidade?” Tenho é que entregar nas mãos dele, que ele, sim, é o melhor dos tecelões!

“... É preciso estar silêncio pra eu não ficar aflito
Mas em mim existe um grito
Que eu não posso mais calar
Mundo mandala mudando o impuro
Tempo tempero tecendo o futuro.”
(Itamar Assumpção)

P.S.: Na foto, mais um click de um dia feliz em Jericoacoara, no reveillon/2007.




domingo, janeiro 28, 2007
O que não me matou me deixou mais forte!



Havia noites em que eu me contorcia de dor. Uma dor nada física. Rasgava por dentro. Sei lá onde... Chorava sem saber parar. Parava, mas não deixava de lembrar. Eu estava só. Num apartamento alugado. Pagando uma conta alta a cada mês para ficar longe dela. De quem eu mais amo na vida. Minha irmã. Cacha.
Já tem um mês que voltei pra casa. Pro canto da gente. O lugar que minha mãe nos deixou pra viver. Pra viver em paz. E é dessa paz que eu quero falar agora. Acho que nunca estivemos tão bem, tão assim, na paz. Parece que a gente ficou mais crescida, mais madura, mais consciente. Especialmente, do espaço uma da outra. Tipo assim. Aqui, tudo é da gente. Mas, tem canto nesse tudo que é meu. E ela entende isso. E, hoje, eu saquei que o canto dela é dela e pronto.
Eu e a Cacha é um caso de amor à parte. A Corrinha sempre dizia que invejava esse troço que une a gente. Ora, como assim? Mas se foi ela que nos ensinou ser assim... Hoje, a gente foi almoçar na Casa da Tia Jesus (mãe das Botelhas) pra sentir aquele gostinho bom de família de junto, sabe? De lá, pegamos uns filmes na locadora, vimos um que eu não gostei muito, mas ela tava ali do lado na minha cama... e isso era mais que qualquer tédio que o filme pudesse proporcionar. A presença dela justifica.
E eu digo isso porque passei muita solidão sem ela do lado nesse tempo que morei só. Foi bom, sabe, gente? Não morri. Fiquei forte. Mas melhor foi voltar pra ela, pra perto dela, juntinho dela. E, o melhor, pra dentro dela!

P.S.: De pau pra cacete... a saída ontem foi legalzinha. O “inha” é porque não foi o que estávamos esperando, sabe? Eu, Cacha, Dani Soares, Dani Rego, Jen, Sileli e ainda Daniela-Donaela e Jr B. A turma tava boa. Mas o lugar, sei lá, o astral... num tava lá muito bom não... Curtimos estar juntos. Mas, talvez, no quintal da Dani tivesse sido melhor, né, Dani?!
Ah, Donaela... vou esperar a visita, viu?




sábado, janeiro 27, 2007
Me despertando aos poucos



O estudioso da mente humana Carl Jung falou certa vez: “Quem olha pra fora, sonha. Quem olha pra dentro, desperta”. Li isso num livro de bolso indagorinha mesmo, quando comprava um leque pra mim. (Isso mesmo. Me rendi. Usarei um leque para amenizar essa minha excessiva sensação térmica de calor insuportável.) E esse pensamento me fez entender absolutamente que Deus está me orientando direitinho sobre o que fazer para me manter na rota certa pra dentro de mim.

“DÊ OUVIDO ÀS SENSAÇÕES INTERIORES, POIS ELAS HAVERÃO DE CONSTITUIR (AINDA QUE NÃO PAREÇA) UM IMPORTANTE COMPLEMENTO PARA SUAS DECISÕES PESSOAIS.LEMBRE-SE DE QUE, COM O SOL EM AQUÁRIO, SEU SIGNO FICA UM POUCO ENFRAQUECIDO. PORTANTO, NÃO EXIJA DEMAIS DE SI MESMO.”
(Previsão de Sérgio Fruig para o signo de Leão)

Alguma coisa me dizia que eu estava certa. Já falei aqui que dou o maior ponto nas previsões do Sérgio Fruig. Aí, ontem, fui cedo pro salão. Unhas, hidratação, aparar as pontas do cabelo... essas coisas que mulher tem que fazer pra se manter mediamente bem cuidada. Bem, abri como sempre a tal “Caras” folheando sem ver, sabe? Aliás, sempre faço assim. Não mato logo aminha curiosidade em ler o meu horóscopo. Vou aumentando uma certa ansiedade até que... pimba! Li isso aí e gelei, juro.
Volta lá e lê de novo... Agora, realiza! É ou não o que eu tenho dito e aplicado desde o início do ano? Pelo menos eu entendi assim. E isso só me fortaleceu nas minhas convicções. Saí até mais animada pra seguir com meu compromisso de malhar. Nove dias já caminhando na Raul Lopes. Cinco a seis quilômetros em uma hora. Ritmo acelerado. Pernas cansadas. Coração saindo pela boca. Mas já está dando resultado. E o sorriso aqui tá de orelha a orelha.
Hoje, vou passar o dia trabalhando. Único dia de folga meeeeeeeeesmo da semana... vou fazer matéria especial. Depois, festona pro filho da Nilsa, que passou no vestibular. De noitão, vou pra festa do Churú com as Danis – Daniele Soares, Daniele Rego e Donaela. Amanhã, missa, TV, almoço na casa das Botelhas e de tardinha vou pegar um cinema com a Cacha. Pelo menos, esse é o plano. Também, se mudar, nem tchum, viu? Tô na boa. Levando ao pé da letra o que diz o Fruig: “sem exigir demais de mim”.




quinta-feira, janeiro 25, 2007
TODAS AS JANELAS ABERTAS PRA VIDA



Eu já devia estar dormindo. De segunda à sexta, acordo entre 5h30 e 6h. Já às 6h35 estou na TV. Sexta, acordo mais cedo. Dia de participação no quadro “Notícia Cultural, com Anucha Melo”. E lá vou eu me becar toda, fazer maquiagem e tal. Então, uma da matina, vamo combinar que eu já devia estar nos braços de morfeu há muito...
Mas, cheguei da casa do Marquim, depois de rever gente que eu amo, estar com outras que eu não via há um tempão e relaxar um pouco da caminhada (hoje foi puxado. Sozinha, eu acelerei mais...)... tava passando na Globo o Festival de Verão da Bahia. Pense como é que fica essa menina baiana aqui que nunca esteve num festival desse. Só na vontade. Foi bom porque eu tive uma prévia do Jota Quest, que vai estar aqui em Teresina no Piauí Pop, em julho.
Aí, fui fuçar o site dos caras e achei essa letra lindona pra trazer pra vocês. Na verdade, pra mim, né? Saca só...

”Todo o amor
Todo o meu apreço
Todo recomeço
Toda boa intenção
Toda idéia nova
Todas as noites que eu não dormi
Toda nova informação
Tantas saudades do que ainda não vivi
Vencer os contratempos...
...Consciência e paciência
Intensas modificações
…e a mais completa certeza
de que tudo vai dar certo…
Pra quem vem de longe
Para quem faz rir
Pra quem está no centro das decisões
Pra quem espera e sempre alcança...
...Pra quem está sem tempo...
…a mais completa certezade
que tudo vai dar certo até o fim…
...Deixa a luz entrar!
Todas as janelas da tua casa abertas...”




quarta-feira, janeiro 24, 2007
Sorrindo no meio do não... ou... o resto é mar!



“...querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não...”

(Por Maria Bethânia)

Assim... Tá tudo indo bem. Dentro das minhas perspectivas de voltar-me pra dentro da concha e aquietar-me um tempo. Me sinto menos ansiosa. Mais centrada. Recuperada, eu diria. De sucessivas derrotas emocionais. Parece forte dito assim. Mas, foi exatamente assim que as coisas se sucederam. Culpa minha que me lancei de cabeça, como em tudo na minha vida. Coisa, aliás, que preciso rever urgentemente.
Agora, duvido que eu repita tal comportamento. Igual quando a gente tem uma infecção intestinal depois de comer doce de batata com abacaxi e côco tirado do tacho ainda no fogo. Aconteceu comigo. Dez anos sem conseguir nem sentir o cheiro.
Maaaaaaaaaaaaassssssssss... Aqui, assistindo pela terceira vez “Um lugar chamado Nothing Hill” pela TV, vendo a Julia Roberts dormir de conchinha com o Hugh Grant, depois de ouvir um relato lindo que a Lícia fez de uma linda história de amor que ela leu na Marie Clarie desse mês. E antes havia conversado com um amigo sobre ter um filho tipo produção independente. E ouvi também uma música que o Hélio Paiva me apresentou, cantada pelo Jorge Vercilo, que diz mais ou menos assim: “Amei em Pequim, em Amsterdã, mas o meu divã é tua pele tupi-guaraná, guarani...” E desabei no choro... Mas, aqui, agora, depois disso tudo... Lembrei do tempo em que tinha alguém importante na minha vida, alguém que eu amava muito, alguém em quem eu pensava muito, por quem eu fazia muito... E acabei esquecendo de mim, deixando de me amar, de me ser importante pra mim.
Sabe, não vou mais fazer isso. Não posso mais fazer isso. Nem vou. Me cobrem,viu?
Porém, Contudo, todavia... tenho sentido falta de ter alguém em quem pensar. Sabe, assim, um paquera, uma paixão, um amor. Esse item está em falta em mim já há algum tempo. E me faz falta, pode crer. Vinícius tinha razão: “é impossível ser feliz sozinho”!

P.S.1: E a droga desse filme não precisava terminar com essa música linda cantada pelo inesquecível e “imortal” Elvis Presley, né? Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...
P.S.2: Ai que saudade desse capuccino do Café, pertinho do Sequóia, em Alphaville, São Paulo.




terça-feira, janeiro 23, 2007
O silêncio grita aqui dentro!



Ah, não vão pegar no meu pé pro que eu vou dizer agora, não, ta? Mas eu A-D-O-R-E-I o filme “O amor não tira férias”, com Cameron Diaz, Jude Law e Kate Wislet. Fala de amor, sim. É água com açúcar, sim. Tem final feliz, sim. Me fez chorar por duas ou três vezes, sim. Vou recomendar, sim. Quando a vida não está assim tuuuuuuuuuudo 100%... não gosto de ver filme denso, que faz pensar, que fala de questões filosóficas, políticas, enfim. Bom é trazer pra casa filminho besta, que faz a gente rir, devaneiar, suspirar. E esse filme fez isso comigo. A lição? Não adianta marcar hora, apressar o passo, botar o carro à frente dos bois. Quando tiver que ser... simplesmente será.
Notícia triste do dia. Não. Da semana. Não. Da década. Um imbecil formatou o computador que eu uso na Fundação e jogou fora dois anos de arquivos importantíssimos. Dados, estatísticas, releases, ofícios, memos e toda sorte de textos que eu guardava pra um dia pôr no blog. Imagina aí... Agora, joga as tintas e tenta realizar como eu fiquei, como eu estou e como vai ser. Trabalhão. Vou passar os próximos três meses tentando levantar informações sobre cada setor do meu trabalho e fazer um novo arquivo de dados. E, claro, gravar tudo num CD. Humpf!!!

“...como fazer
do silêncio
a resposta
que preciso
e mais nada
– que tudo finda?”
(Geórgia)

p.s.: a foto foi o César que fez na ida pra São Paulo em novembro.




segunda-feira, janeiro 22, 2007
Tá tudo assim... tão claro!



"Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado
Como se eu fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico..."
(Calcanhoto por Bethânia)

Ouvi essa música hoje à tarde no caminho pra TV. Depois de uma chateação de trabalho de manhã. E ter vindo pra casa como um bichinho acoado, querendo colo. E não tinha colo. Faltava ela, a presença dela. Sobrava ausência dela, a saudade dela. Aí, quando a Bethânia entoa essa música, que mais parece um mantra, eu lembro de quem? Ora essa. Da Corrinha, claro. Minha mãe e pra sempre, eterna companheira e porto-seguro. Éla adorava essa música. Aliás, ela adorava música. Passava o dia com o som ligado. Ouvia o melhor de tudo. Bela herança tivemos eu e a Cacha, hein?
Mas, sim... voltemos à música. Por que essa música me tocou hoje? Porque é exatamente assim que eu me encontro. Ligada. Acesa. Brilhante. Como? Simples. Vou explicar. Não ando sorrindo pelas paredes, como é meu costume. Mas tô feliz. Não estou emendando uma farra na outra, como era meu costume. Mas me sinto iluminada. Não estou plugada na vida agitada dos meus amigos, como sempre estive. Mas estou ligada em mim.
Absolutamente fortalecida depois de ter passado bons momentos em minha própria companhia nesse final de semana. (Que boa companhia, diga-se de passagem!) Felizmente revigorada por estar mantendo o pique da semana passada nas caminhadas com a Lícia. Plenamente satisfeita com pequenas mudanças de hábitos à mesa. Totalmente em paz comigo. Quieta no meu canto. Sem perder a ternura jamais, parafraseando o Che!
Ah, pus umas fotos novas no flog. Passem lá...
www.anuchamelo.fotoblog.uol.com.br




domingo, janeiro 21, 2007
Tudo o que eu fui prossegue em mim!



Eu juro que eu não ia blogar hoje. Cansada demais. Mas, depois de ir a uma missa linda de manhã, fazer as coisas darem certo lá no trabalho, dar um cochilo depois do almoço, visitar os gêmeos da Vanessa e do Ney na maternidade, ligar pra Sanka pra dar um beijo nela e não poder dar porque ela não estava em casa e ir pra casa da Dani Rego com a Dani Soares... tenho o que contar.
Quer dizer...
Tenho uma única coisa a dizer: a Sayô tá certa quando diz que tem pessoas que parecem sugar a nossa energia, que parecem botar a gente pra baixo com um simples olhar ou com uma colocação aparentemente inofensiva. Definitivamente, minha amiga-maga-linda, concordo com você em gênero, número e grau quando você diz: “mermã, a gente tem que ficar perto é de quem entende a gente, é de quem olha no olho da gente, de quem gosta da gente de verdade”!
Indo pra casa da Dani hoje à noite, ouvia uma rádio qualquer que tocava uma música qualquer. Quando, de repente, começa a tocar uma música que entrou pra sempre em minha vida quando eu tinha 15 pra 16 anos. Ou seja, há 20 anos, direto do túnel do tempo. No dia em que iniciei o namoro mais longo da minha vida, 11 anos, com uma pessoa que teve a sua importância, sim, na minha vida. Mas não tem mais. Ele tá bem. E eu também. Graças a Deus. Mas, não posso deixar de lembrar exatamente desse dia. Ele me deu um trecho da tal música num pedaço de papel de caderno escolar, sabe, com aquelas linhas cor-de-rosa... E esse papel esteve dentro da minha carteira pelos longos 11 anos.
Na verdade, o trecho que está em itálico aí embaixo era o que estava escrito no papel. Lindo, né? Mas são as frases em negrito que me fizeram pensar na minha vida agora.

“Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo
E tão contente.

Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém...

...E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira.

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber
Tudo.

Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê...

...Já não me preocupo
Se eu não sei por quê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.”

(Legião Urbana)

O bom mesmo é ter memória pra lembrar do que foi bom e guardar no melhor de mim. E a mesma cabeça pra esquecer o que foi dor. Hoje, sou aquilo que vivi, que sonhei, que lutei, que errei, que apostei, que senti, que sofri, que amei... Hoje, sou mais eu. Como bem diz a Martha Medeiros:

“...Não voltaria ao dia de ontem - e ontem eu era mais jovem do que hoje, ontem eu era mais romântica do que hoje, ontem eu nem tinha pensado em escrever esta crônica, ontem faz mil anos. Não tenho saudades de mim com menos celulite, não tenho saudades de mim mais sonhadora. Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim...”




sábado, janeiro 20, 2007
Cuidando dentro da gente



Hoje, no meio da tarde, no meio da farra lá na casa da Nilsa, com as meninas do café... deu vontade de ligar pra ela. Mandei mensagem. Disse que a saudade era tanta que eu a veria logo mais à noite. Imediatamente, ela me ligou, dizendo que já ia pegar o telefone pra me ligar...
A gente tem disso. Desde que nos conhecemos, sacamos logo que não foi por acaso que Deus nos colocou uma no caminho da outra. Ela chegou a me dizer isso, com outras palavras, uma vez. Lembro demais...
Quando ela ligou hoje e disse que já ia me ligar, de bate-pronto eu disse: “que sintonia, mermã”! E é assim que eu sinto o que me liga à Sanka, Sâmara Eugênia, minha amiga. Uma amizade relativamente nova. Dois anos e pouco. A gente pouco se vê. Mas quando isso acontece é de uma intensidade, que parece sermos como almas-gêmeas. Irmãs.
Eu nem lembro a última vez que a vi. Mas tenho certeza de que um abraço de urso eu dei nela. E ela soltou aquela gargalhada gostosa, que eu adoro... “com aquele jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa”, né, Sanka?!
Sabe, meu povo tá todo na rua. Cacha vendo filme com umas amigas. Maria no bar tomando umas. Marquim fazendo sushi em festa de formatura. Lícia, Stelma e Aline boate soltando as feras. Eu tô em casa. Sozinha, tranqüila e feliz. Se não fosse uma puta dor na lombar, que resolveu me lembrar que eu tô entrevada mesmo, eu a essa hora estaria lá no MPBar na mesa da Sankinha, cantando as musiquinhas, que a Dandinha canta e a gente adora.
Mas amanhã é dia de acordar cedo, ir à missa da igrejinha ecológica, ouvir a homilia do Padre Carlito, ir pra TV trabalhar, chamar a Cacha pra comer uma saladinha na rua, tirar uma paia depois do rango... e... ir visitar a Vanessa e os gêmeos, que nasceram agora à noite e, segundo a titia Roberta, são lindos e saudáveis. Graças a Deus.
E depois que sair da maternidade, vou direto encontrar a Sanka. Seja lá onde ela estiver. Vou encontrá-la nem que seja só pra dar o abraço de urso de sempre. E voltar pra casa feliz da vida. Porque tem gente que me ama pelo que eu sou, pensa positivo por mim, torce pra que eu siga em paz e bem e, mesmo que a gente demore uma vida pra se encontrar, a gente cuida uma da outra dentro de cada uma.

Pra você, Sanka (e pra mim também...):

"...Eu tou tentando remar meu barco...
Eu tou tentando não cair no buraco...
Eu tou tentando te dar um abraço
Eu tou penando pra driblar o fracasso...
Eu tou tentando saber o que é isso
Eu tou tentando ficar com Deus...
Eu tou fincando meus pés no chão...
Eu tou treinando pra ser campeão
Eu tou tentando ser feliz...
Eu tou tentando entrar em forma...
Eu tou tentando fazer meu filme
Eu tou chutando pra marcar um gol..."
(Kid Abelha)




sexta-feira, janeiro 19, 2007
Vamos comer Caetano. Vamos começa-lo!



"Gosto de ser e de estar. E quero me dedicar a criar confusões de prosódia. E um profusão de paródias. Que encurtem dores. E furtem cores como camaleões. Gosto do Pessoa na pessoa. Da rosa no Rosa. E sei que a poesia está para a prosa. Assim como o amor está para a amizade. E quem há de negar que esta lhe é superior..."
(Caetano Veloso)

Não sei por que essa foto me deu essa trilha sonora. Talvez porque ainda ouça aqui o som da gargalhada gostosa em uníssono que eu e as Danis demos nesse dia. O dia do aniversário da Dani Rêgo (camiseta preta).
Ai, que bom tê-las perto de novo. Mesmo que não tão perto assim. Ainda assim, Dani, é bom que vocês esteja de volta, inclusive, pra me fazer ficar próxima de vocês, tu e a Dani red. Ou melhor, ex-red... agora "tipo Anucha". Sim, porque a Dani Soares foi cortar o cabelo com a Gorete, minha cabeleireira há cinco anos, e ela disse: "vou fazer em você um corte tipo Anucha". E a Dani, só de sacanagem, disse: "a gente começa a perceber que é famosa quando passa a sernome de corte de cabelo no salão de beleza!". Moleca! É pra rir mesmo. Porque quem me conhece sabe que eu não dou a mínima pra esse lance de ser famosa, aparecer na tv (sou jornalista de tv), ter o nome na coluna social. Gosto do gosto do mínimo, do simples, do "pianinho", sabe?
Adoro programas como o que fiz sábado passado. Casa da Dani Rêgo muito bem acompanhada: Danis, Jen, Danuse, Sileli, a turma da Dani e a turma do Dheiky. Vinhozinho. Comidinha feita pela Irma, mãe da Dani. Conversinha boa. Carinho. Alegria. Gosto de quero mais. Nem sei por que a gente não se ligou ontem, hoje pra combinar de se ver. Só sei que deu saudade agora. Sexta e sábado passado eu estava na feliz companhia das Danis. E é em companhias assim, ALEGRES, que eu quero estar e ser.




quinta-feira, janeiro 18, 2007
Quem me levará sou eu...


Acabei de chegar do Cabaré, casa do Marquim. Nem ia. André ligou, chamou. Fui dar uma relaxada. Cansadaça da caminhada com a Lícia. Mas tava com saudade de ver o povo. Bebi duas cocas lights. Tive dois dedos de prosa. E já tava lá abrindo a boca. Sono, moleza. André, Amaro, Roberta e Marquim reclamaram. André disse: “tu não é mais a mesma”. Amaro: “mas já?”. Roberta: “vai não, filha!”. Marquim: “esse trabalho tá te matando”.
Entendo eles. Eu passei os últimos dois anos fazendo farra. Três, quatro, cinco, às vezes, sete dias da semana... fuzaca com o povo: bebendo, conversando potoca, me divertindo meeeeesmo. Não me arrependo. Foi massa. Mas cansei.
Falei no início do ano que tinha pensando umas coisas, decidido outras. E, sem dúvida, dentre o que ficou acertado em mim... farrear menos, beber menos ainda e falar o mínimo. Acho que tenho me dado bem no propósito. Me sinto até melhor, sabia?!
Eu tenho saudade desse povo. Tenho mesmo. Hoje até pedi pra Aline pra gente marcar uma ida no Recanto... Mas, a verdade, é que o ritmo de trabalho é tão intenso, que minha disposição pra a maioria das coisas que me façam levantar da minha cama, deixar o meu quarto e me desgarrar de mim... não são mais irrecusáveis.
Acho que me tornei uma chata pra eles. Mas ando simpatizando bastante comigo. Vou seguir. Pra ver onde essa estrada vai me levar. Só lembrando que o poeta já dizia: “quem me levará sou eu...”
Lembrei de um texto do Paulo Leminski, que já até postei aqui. Acho que ele casa bem aqui.

“...sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora...”

P.S.: NA FOTO, EU E CACHA NA VOLTA DE JERI. ELA VOLTOU DE SALVADOR. AINDA NÃO MATAMOS A SAUDADE. POXA, MAS BOM DEMAIS ELA ESTAR EM CASA....




terça-feira, janeiro 16, 2007
Sou ilha com saudade de barco






"Catei essas cores" na Lagoa do Paraíso, em Jijoca de Jericoacoara no dia 31 de dezembro de 2006. Um dia em que pensei muito sobre o que precisaria fazer em 2007 pra ser alguém melhor pra mim e pras pessoas...





Fui buscar na Lela a inspiração pro post de hoje. Ela me levou a ler mais sobre Adriana Falcão, que eu já havia conhecido na Mônica, do blog Diário de Mim Mesma.
Aliás, a Lela está de blog novo. E eu, se fosse você, corria lá agora. Vá! Pode ir. Depois você volta. Eu deixo. Rsrs...
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Brincadeira. Não dormi, não. Fiquei aqui curiosa pra saber se você foi tocado como eu e toda a legião de leitores do Colcha de Retalhos, que estávamos meio órfãos, como eu disse a ela no tempo em que decidiu parar de blogar.
Sim, mas... o mote de hoje: a discussão sobre gentileza, proposta pela mineira Mônica, do blog Vento de Idéia , que bebeu em Adriana Falcão, uma escritora carioca da nova geração, dessas que fazem a gente pensar “eu poderia ter escrito isso!”.
“Já há algum tempo que venho pensando e querendo gentileza. Como tenho sentido falta de gentileza! Aquela que chamo de gentileza urbana: ceder o acento para uma pessoa mais idosa, mais cansada; abrir a porta, seja do carro, do elevador, de casa, do bar; ajudar com a bagagem, com as compras; olhar nos olhos e dizer: bom dia, tenha uma boa tarde, por favor, obrigada, seja bem vindo, volte sempre; sorrir; ouvir; deixar passar; ceder a vez; oferecer. Oferecer encanto, cortesia, graça. Oferecer um beijo, um minuto de atenção. Ultimamente, as pessoas têm se colocado tão sem tempo, que esquecem de ser gente. Esquecem que ser gente é ser carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo*. Dia desses me deparei com uma pessoa cheia de gentileza. Pessoa bacana, que nem tão cedo será esquecida. Como fez bem para a alma e para o coração! Como é bom poder continuar acreditando que ainda há gentileza urbana, que existem pessoas cheias de sentimento e carinho, que não estou só. Sorri e meu sorriso foi retribuido. Fiquei encantada.”
* Pequeno dicionário de palavras ao vento - Adriana Falcão

Sabe, hoje quero tocar nesse ponto. A maneira singela e bonita de se ser gentil! Acho lindo ver as pessoas sendo gentis. Adoro ser destinatário de gentilezas. Mas também gosto muito de ser remetente.
Seria muito bacana que cada um fizesse a sua parte no dia-a-dia. Procurar ser amável, prestativo, companheiro, amigo. Enfim, gentil! Me angustia pensar que no meio de tanta gente com as quais eu convivo pouquíssimas são verdadeiramente gentis. E, como diz a Adriana Falcão: “Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.”. Desse jeito, sinceramente, é melhor mesmo eu me fechar, parar, dar um tempo, entrar pro cafôfo. E viver um pouquinho esse gosto doce-azedo da solidão. Alguma descoberta, vou fazer. Algum sucesso, vou ter. Adriana é que está certa: “Solidão é uma ilha com saudade de barco”.

“...O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta... (Gentileza)”
Marisa Monte




segunda-feira, janeiro 15, 2007
"Tudo nos falta...



...quando estamos em falta com nós mesmos."
Essa frase de Goethe eu li na última “Cláudia”. Sim, eu leio revista de mulherzinha. Engraçado é que a minha mãe comprava muito dessas revistas quando tinha pouco mais que a minha idade. Nova, Cláudia... E eu me perguntava onde se achava tanto assunto pra discutir a respeito da mulher. Hoje, entendo que os assuntos se reciclam. A gente se recicla. Mesmo que os temas acabem sendo os mesmos.
Mas, de volta à frase... Que tapa eu levei ao ler, viu? Sério! Me senti sendo esbofeteada com vontade, sabe? O rosto pegou fogo, como se tivesse acabado de ser estalado... É exatamente assim que me sinto, gente! Em falta comigo mesma. Por isso, nem posso me queixar se me falta algo. O que mais falta é vergonha na cara. Sim, aquele impulso empreendedor de mudanças!
Acho que comecei a empreender em mim alguns pequenos passos. Domingo, fui à missa. (Lembra que falei que precisava disso?) Adorei a energia da capelinha ecológica. Marquei comigo o compromisso de todo domingo, antes de ir pra TV, parar uma hora pra “falar com Deus”.
Almocei na casa da Tia Nau depois da TV. Vixe! Lembramos muito da mamãe. Ela e a Tia Jack comentando sobre o cardápio (pernil de porco com arroz de carreteiro) e lembrando que era a cara dela... Depois, fui com a Aline levar sorvete pra Lícia, que tava dodói. Conversamos potoca a tarde toda. E a Lícia me mostrou o livro que estava lendo: “Enquanto o amor não vem”, presente meu no aniversário dela do ano passado. Cheguei em casa, peguei o meu e botei na cabeceira. Vou incluir mais esse na minha lista dos “livros que estou lendo”.
Hoje, fui chamada pra mais um desafio profissional. Participar de outro programa especial da TV Cidade Verde. Puxa, é bem legal discutir com Nadja, Solange e Jesus Filho as coisas que vamos “aprontar” pra botar na TV. Se você é do Piauí, aguarde! Vem coisa bacana por aí!
Ai, gente, que eu tô com uma saudadinha da Cacha. Inda bem que ela chega na madrugada da quarta. Tomaremos café juntas: leite quente, o nescau dela, o meu café, cuscuz, beijú, manteiga e queijo coalho. Tá bom, né? Ah, e muitos beijos. Pra começar a matar a saudade...
Vamos fechar com Iyanla Vanzant?

“De tempos em tempos, constatamos que estamos perdidos. Percebemos que o que estamos pensando e fazendo não está nos levando para onde queremos estar – o sótão. É nesse momento que paramos para verificar se a bússola está funcionando direito...”

Para ela, o sótão é um lugar amplo e bonito, com uma vista linda para imagens grandiosas da vida! É de lá que eu quero olhar minha vida. Mas, vou precisar fazer uma imensa faxina “nessa casa” até chegar lá. Tô começando pelo porão, tá, gente?




domingo, janeiro 14, 2007
Sinto falta...



Do tempo em que eu tinha mais tempo pro blog. E de quando quem vinha aqui tinha mais tempo e mais vontade pra deixar um carinho.
Hoje, tô carente. Admito. Nem vou enrolar. Nem vou tentar desdizer. Pura saudade. Eu até tinha umas bobaginhas pra dizer. Perdi o tesão. E eu devia me lembrar o que me levou a escrever um blog.
Simplesmente escrever pra mim...

P.S.: Essa foto é uma das que mais gosto feitas pela minha irmã, Cacha Maria. Aliás, acho que ela deveria ter um flog-poesia. Linda, né?




sábado, janeiro 13, 2007
Mudar. Emudecer. Crescer. Poder.



Tô meio enfadada de rua. Mas isso é um tanto de, além das minhas proposições todas de “parada pra tomar fôlego”, chateação comigo mesma porque tenho passado mais de meia hora para sair de casa a cada vez. Sabe por quê,né? As roupas não estão me caindo bem. Aí, já viu...
Ontem, mais uma tentativa de achar lugar pra sentar no bar novo da cidade El Pancho. Eu, Dani Rego e Dani Soares primeiro tomamos umas skol beats no balcão. E eu até que gostei de ficar lá. Depois mais duas cada uma numa mesa no meio do bar. A Dani sugeriu umas potatos skin pra acompanhar, que estavam uma delícia.
Antes de ir, papo sério com a Mel, minha personalzinha da academia. Não. Não pode passar de segunda. Na saída da TV, caminhada na Raul e depois yoga na academia. Aí, vou tentar voltar a malhar umas três vezes por semana ao meio dia. Não é possível. Já tenho mudado os hábitos alimentares. Agora, suando, as calorias têm que abandonar esse corpinho... rsrs
Ontem, a Cacha me matou de inveja. Foi ver o show da Maria Rita com a Tia Gracinha. Pense na dor de cotovelo! Poxa, quando será que vou vê-la no palco cantar?
Voltando à questão anterior... Penso que, voltar pra yoga vai me fazer muito bem. Vixe, vocês tão cansados de ler isso aqui. Mas, preciso respirar melhor, pensar melhor, meditar, desacelerar. E o trabalho contínuo na yoga faz isso com a gente. Tudo o que preciso para começar bem o ano que pretendo fazer ser o meu ano.
Acho que uma das boas coisas a fazer por mim é... Falar menos. Ouvir mais. Agir menos. Refletir mais. Ruminar menos. Deglutir mais. Explodir menos. Florescer mais.
Vocês que andam por aqui. Também podiam me ajudar, né? Se vêm aqui com certa freqüência já me sabem, sabem de mim. Podem ficar no meu pé, cobrar minhas posturas, lembrar meus propósitos. É, porque isso costumam fazer os pais da gente (minha mãe mora no céu e meu pai na Bahia. Fica difícil, né?), o companheiro da gente (não tenho! L) ou os amigos.

“Se querer é poder...
Eu quero mudar.
Emudecer
Crescer.
Poder.”
(Eu)




quinta-feira, janeiro 11, 2007
Porque cantar parece com não morrer...


tér
“... é igual a não se esquecer que a vida é que tem razão!”
Coloquei essa música na resposta de um mail hoje pro Daniel Heldt. Voltei a colocar música no carro. E isso é sinal que eu tô voltando a ficar legal. Tô cantando.
Li uma matéria beleza na Vida Simples, de uma edição do ano passado, sobre posturas mais amenas frente à vida e às pessoas. E um trecho me tocou. Vê se toca você!

“Cuidar e acolher não é apenas ser atencioso em momentos difíceis. É também tolerar o diferente e treinar para ser condescendente”.

Acho mesmo que a gente tem que levar a vida assim como se tivesse caminhando numa nuvem de algodão. Delicadamente. Suavemente. Gentilmente. Sutilmente. As coisas não podem passar incólumes pela gente, sabe? Não consigo me ver não gargalhando com uma das presepadas do Marquim, nem deixando de me emocionar assistindo a filmes como “A casa do lago”. Chorei, gente! Naquela hora em que ele abre o livro que o pai escreveu, em que ele é destacado como filho muito amado. Buáaaaaaaaaaaaaa...
Os seguidores de Buda, segundo a matéria, dizem que precisamos desenvolver mais nossa capacidade de ser tocados pelas alegrias e dores que nos cercam. Acredito nisso também. Dor e alegria devem ser antídoto para nossa emoção sempre.
Hoje, fiz uma matéria com o Gábi, Gabriel, irmão do Hermano, ex-namorado. E fiquei encantada de ver e ouvir a música dele que foi selecionada pra 5ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, que acontece no Rio de Janeiro, final deste mês. Morena Manga é o nome do sambinha gostosinho que ele deve defender por lá. E eu toda orgulhosa do moço que, ontem menino, eu vi amadurecer na música e na vida. Parabéns, Gábi!
Pra fechar. Não contei ainda aqui não, né? Que a Tia Jack me trouxe de Buenos Aires um perfume manipulado especialmente pra mim. Ela contou que lá tem uma perfumaria que fabrica essências com as fragrâncias recomendadas para cada pessoa, de acordo com sua personalidade ou com a sua necessidade pessoal. Ela encomendou uma específica pra mim.
Nome do perfume: Tempo de Ser Feliz. Mistura: óleos puros de marjoram, ylang ylang e essências florais de água de rosas. Ação: despertar reconfortantes sentimentos de calidez, amor e felicidade. Mensagem final: Tudo o que há sob o céu tem o seu tempo... O relógio da vida marca uma nova hora para você.
Uau! Pelo sim, pelo não... tô usando o perfume. Tem um cheiro bom. E, devo confessar, que me sinto bem quando uso. Talvez esteja sugestionada. Pois que assim seja. Sugerindo o meu tempo que há de chegar!
p.s.: Esse clima de Jeri me deixa positivamente feliz!




quarta-feira, janeiro 10, 2007
Deixa eu contar essa...



Na tarde do dia 31 de dezembro de 2006, na volta da praia, a Lícia veio com um papo, que eu nunca tinha ouvido falar. Uma simpatia pra ter sorte no amor no ano seguinte: dar uma bitoquinha num homem solteiro na virada do ano.
Como assim, Bial?
Beijar qualquer homem solteiro assim, do nada? Chegar e dizer: “ei, vou te dar um beijo, viu?” Muito estranho. Eu juro que, ao subir na duna lá em Jeri, não tinha a menor expectativa de que isso acontecesse de fato. Não tava com clima, sabe? Tinha passado mal no fim da tarde, tava mareada, cansada, reflexiva, meio abusada até, eu diria.
A gente chegou a combinar com um amigo comum que, se não pintasse um paquera na duna pra gente, era nele mesmo que o beijo seria dado. Pois num é que, como que por encanto, apareceu uma figura que ninguém conhecia do nosso lado na hora dos fogos, pediu pra acender o cigarro com a aline e... a Lícia foi na cara dura falar com o cara?!
Detalhe: ele não entendia uma só palavra em português. Chamamos a Natacha pra ser a tradutora. Resultado: o cara beijou uma por uma da turma. Bitoquinhas simples. Mas beijou. Entrou na dança, todo envergonhado, mas cumpriu direitinho a tal simpatia. Talvez, encantado com a simpatia ela própria, claro!
O cara tem um nome estranho, que eu não vou conseguir escrever direito. Mas, a pronúncia é alguma coisa como GUÉRETCHI. Um fisioterapeuta belga que estava viajando pelo Brasil e passando o reveillon sozinho em Jericoacoara. Ficou o resto da noite com a nossa turma. Uma doce de criatura!
Por que eu to contando isso? Não que eu acredite em simpatia. Não que eu tenha fé que vou ter sorte no amor nesse ano porque dei bitoca em um homem solteiro à meia noite do reveillon. Não que eu esteja contando vantagem.
Acho que é mesmo pra tirar o meu foco do papo de ontem. Que ainda me dói um pouco. Mas, respiro melhor agora depois de ler/ouvir vocês. Em especial, um recado deeeeessseeee tamanho que alguém que eu amo deixou nos depoimentos reservados do meu orkut. Impressionante como tem gente que me lê a alma...
Por falar em alma... acabo de ler algo que o Fernando CB me falou no msn: “decepção é só pra gente saber como funciona a alma de pessoas pequenas”.

p.s.: "O bendito é o fruto" entre Veruska, Natacha, Lícia, eu e Aline. Lumi tava arranjada com o George...




terça-feira, janeiro 09, 2007
De boas intenções, o inferno tá cheio...



Atenção, atenção, todas as pessoas com as quais eu já estive próximo em toda a minha vida! Prestem atenção, porque não é todo dia que se faz um pedido coletivo de desculpas assim.
Venho, mui respeitosamente e sinceramente também, pedir perdão se alguma vez fui ríspida, grosseira ou mal educada com vocês. Se o que disse, em alguma oportunidade, te magoou, te ofendeu, te feriu... DESCULPE!
Não fiz por mal. Não tive a intenção de... bem, esquece. Já admiti lá em cima que de boas intenções... pois é. Intenção ou não, se fui mal com vocês, pisei na bola, fui deselegante, mal criada ou coisa parecida... PERDÃO!
Hoje, particularmente hoje, eu senti muita falta da minha mãe. Porque hoje, especialmente hoje, eu entendi que só se pode contar com uma única pessoa REALMENTE na vida: com a mãe. É. Pai, irmão, parente ou amigo... não são a mesma coisa. Mãe é diferente. Age diferente. Sente diferente. Demonstra diferente. Retribui diferente...
Sabe, eu já estava mesmo com o propósito (e os últimos posts não me deixam mentir...) de PARAR, CALAR, FECHAR um pouco, né? Na minha vida pessoal, especificamente (não quero dizer apenas na vida amorosa, viu, gente?). Pois, decidi que outras áreas da minha vida também precisam ser revistas. Minha dedicação e desvelo têm que ser comigo agora. E com mais ninguém. Cansei de ser boazinha com os outros e bruxa má comigo.
Se mesmo tentando ser alguém bacana, leve, alto astral, boa camarada, ainda assim, tenho derrapado... vou brecar. Rever meus conceitos, talvez. Me aprumar. Não vou fazer como meu pai que diz, solenemente: “Eu sou assim, pó!”. Como se a confissão abrandasse a sua culpa de ter um comportamento ou outro que desagrada uma ou mais pessoas. Sei que não sou uma anja. Mas não sou diaba. Ah, não sou mesmo. Só sou alguém tentando acertar. E estamos conversados.

Ana Carolina, mais uma vez, embalando um tema meu:

“Você pode me ver do jeito que quiser.
Eu não vou fazer esforço pra te contrariar.
De tantas mil maneiras que eu posso ser,
Estou certa que uma delas vai te agradar.
Porque eu sou feita do amor da cabeça aos pés.
E não faço outra coisa do que me doar.
Se causei alguma dor, não foi por querer.
Nunca tive a intenção te de machucar...”




segunda-feira, janeiro 08, 2007
Mudar não dói



Acordei diferente. Calada. Remoendo coisas. Reflexiva. Chata pra maioria. Quem é mais sensível percebeu que havia algo estranho no ar. Preferi voltar pra casa. Me fechar no quarto. Me fechar em copas. Pensar. Ruminar. Reagir. Sumir. Dormir.
Ao acordar, meio da manhã, limpei as gavetas da escrivaninha, arrumei a bancada do computador. Rasguei fotos. Limpei meus armários. Fui jogando o lixo fora. Longe de mim. Uma situação análoga a que pretendo fazer na alma. Ontem, sem pegar no sono fácil, retomei minhas leituras. Folheei a Lya Luft. Passei as páginas de um estudo sobre a água. Lição de casa passada pela Dra. Amaríles, minha chefa na Fundação. Mas me detive mesmo foi na matéria de capa da mais nova “Vida Simples”. Já disse aqui o quanto essa revista é bacana? Pois, em 2007, você vão enjoar do tanto que vou repercutir aqui o que tenho aprendido por lá.
Sabe qual o tema que me fez pensar e pensar e pensar por quase uma hora depois? “MUDANÇA A CAMINHO”. Alguém sugere um tema mais propício para um início de ano? Mais conveniente, eu diria. A matéria me deu logo uma paulada assim: É PRECISO PERDER O MEDO E ENFRENTAR O DESCONHECIDO. Leia-se aí: o que vem pela frente. Especialmente, após uma mudança. Seja ela como for. Mais na frente, a proposta direta de planejar coisas a fazer para implementar essa mudança. Uma pergunta me bombardeou: O QUE VOCÊ QUER MUDAR NA SUA VIDA? Muitas coisas, disse de súbito. Mas o quê?, me questionei. Aprendi, então, que é preciso traçar uma espécie de mapa da vida, um círculo dividido em quatro partes: VIDA PESSOAL, VIDA PROFISSIONAL, VIDA CULTURAL E VIDA ESPIRITUAL.
Faltam alguns pontos a definir, listar mesmo, sabe?! Escrever, registrar e voltar a ler para me comprometer mais ainda, entendeu?
Antes de mais nada preciso definir o que EU QUERO mudar. Porque nem adianta eu dizer que vou me comprometer com isso ou aquilo, se de fato não for da minha vontade. Não é mesmo? Tudo o que eu mais quero na vida é SER MAIS FELIZ. Tá vendo como mudei a conotação da frase? Antes, e há muito tempo, eu falava assim: “eu quero ser feliz”. Como se hoje, com o que eu tenho, a vida que eu levo, as pessoas com as quais eu convivo, eu não fosse feliz. E sou. Mas quero ser MAIS. Ora, não posso querer? Claro, que sim. Eu mesma respondo, porque a resposta está em mim, gente!
Outra coisa que aprendi lendo a matéria é que existe em nós um DILEMA que pode pintar no meio do caminho das tentativas de mudança. São aquelas vozesinhas internas e conflitantes. Uma parte de mim quer cumprir a meta. A outra me boicota e quer curtir preguiça. Preguiça de mudar. Ah, mas não sou e nem nunca fui acomodada com nada na minha vida. Então, preguiça é coisa que eu não curto. Quanto mais se for pra me prejudicar. Certo? Errado. Esse BOICOTE é, muitas vezes, involuntário, mais forte do que eu. Me sufoca, me congela, me paralisa.
Por isso, entendi também que preciso urgentemente de ajuda espiritual para sair desse limbo. Sim, porque a fase entre a decisão de mudança e a mudança de fato é um verdadeiro pântano.
Já disse e repito. Não vou fazer aqui listas de coisas a fazer/mudar em 2007. Mas, um ponto vou dividir, sim. Preciso voltar a meditar. E a ioga me ajuda muito nisso. Por isso, tenho, ou melhor, QUERO voltar pra ioga. E sinto que preciso me voltar mais pra Deus... rezar, louvar, agradecer, pedir. Ficar mais perto DELE. Pode apostar como farei isso também.
É isso. Enchi vocês com meu blá-blá-blá?

P.S.: HOMENAGEM PRA CACHA AQUI, Ó: www.anuchamelo.fotoblog.uol.com.br




domingo, janeiro 07, 2007
Acho que estou precisando PARAR...



Nada é mais doloroso na vida que ser injustiçado sem razão de ser. Hoje, sofri uma paulada dessas. E eu, mais do que qualquer outra pessoa, posso garantir que não fiz por onde merecer. A pior coisa é lidar com gente covarde, que não assume suas posturas, suas condutas. Pagar pelo destempero e desequilíbrio dos outros é de lascar. Claro que não vale nem a pena descrever tal situação. Basta pra mim a consciência tranqüila de que estou limpa, leve e despreocupada. Passo...
Ontem, foi dia de faxina aqui no quarto. O que eu deveria ter feito no final do ano passado, só deu pra fazer agora. Arrumar o guarda-roupa, separar as peças que eu uso, das que eu não uso, das que não servem e das que ainda vão servir. Confesso que me senti mais aliviada depois da canseira do dia todo. Fim da noite: passadinha rápida na casa do Marquim só pra uma cerva geladíssima. Não deu outra: cheguei em casa e tchibungo na cama.
Falei com a Cacha hoje. Ligou pra saber de mim e da Mel, claro. Falei rápido com ela e mais rápido ainda com meu pai. Ele anda com pouco saco de falar ao telefone. Fazer o quê?! Mas não posso negar que me emocionei com o recadinho dela no post anterior. Ela sabe como tocar essa alma, que anda amuada, mas não triste, como alguns amigos insistem em achar...
Vamos ao CD da Ana Carolina. Lindo! Não todo. Tem umas músicas que eu vou precisar ouvir ene vezes pra gostar. Mas eu pagaria o mesmo valor se só houvesse uma única música gravada nos dois CDs: “EU NÃO PARO”.
Não vou precisar destrinchar a letra aqui. Quem me lê um tantinho só nas entrelinhas, ou é meu acessador assíduo, vai saber de mim em uma ou duas estrofes. Ou na música inteira. Entrei 2007 com uma inquietação. Mas isso não me estressa. Ao contrário. Tem me feito parar mais, refletir mais ainda para, quem sabe, entender que o que eu estou precisando mesmo nesse ano que começa é PARAR!

“Quando eu vou parar e olhar pra mim
Ficar de fora
E olhar por dentro
Se eu não consigo
Organizar as minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?
E eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou
Quando eu vou parar pra ser feliz.
Que hora
Se não dá tempo
Se eu não me encontro
Nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim?
Se eu não sei o que sonhar
Faz tanto tempo
Tanto mar
E o meu lugar
É aqui?
Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos
Mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim...”




sexta-feira, janeiro 05, 2007
Carta abertinha, abertinha pra Cacha!



Ela me ligou às 00h40 pra dizer que chegaria em Salvador às 3h50. E iria de táxi pra casa de meu pai. Passei a noite sobressaltada, pra variar, preocupada se ela tinha chegado sã e salva, depois de percorrer a Paralela de madrugada com um desconhecido. Ah, mas ela ta na Bahia, terra de todos os santos. Claro que pelo menos um olhou por ela. Às 8h15, liguei e do outro lado uma voz trêbada de sono. Tava em casa, em paz. Ufa! Aí, depois de almoçar sozinha, sentindo falta dela à mesa, deito prum cochilo rápido, quando ela liga para uma simples pergunta: “Uchinha, qual é mesmo o nome daquele suco de uva que tu compra aí pra gente?” E eu: “Hã, hein... ah, Dell Valle, da caixa vermelha...” Ela: “Eu sabia, já tinha dito pro meu pai, num tem aqui não”. Só aí me toquei de que ela estava em pleno Pão de Açúcar acompanhada do meu pai fazendo as comprinhas das coisinhas que ela gosta. Boto no diminutivo porque é assim que meu pai fala... ele adora um diminutivo. Acho massa isso. Mas, sim... a Cacha desligou assim como se já já fosse me encontrar, sabe como é?! E eu fiquei aqui pensando, cavoucando dentro de mim que tipo de sentimento me invadia naquele momento. Não deu outra: felizinveja. Existe isso? Bem, tá existindo comigo agora. Acabei de inventar e pronto.
Então, saí de tarde pra fazer as unhas (estavam horríveis, descuidadas), hidratar as madeixas (queimadas do sol de Jeri), comprar o presente da Stelma (hoje vamos estar no El Pancho pra soprar as velinhas dela), pagar duas contas que ficaram abertas em 2006 e comprar a enésima calça jeans (até que eu crie vergonha e bote pra entrar as mil e uma que tenho no guarda-roupa). Ah, me dei de presente o CD “Dois quartos”, da Ana Carolina, porque a Sayô faltou me pôr doida hoje de manhã colocando no msn as letras das músicas. E tenho pra mim que CD de Ana Carolina e Marisa Monte não dá pra ter genérico, não. Muito menos pirata. Tem que ser original. Caro que só a peste. Mas, fazer o quê?!
Voltando à Cacha... tava vindo de volta pra casa sabendo que aqui só encontraria mesmo a Mel, a gata dela, que não tem jeito de eu me acostumar. A Maria foi pra Batalha e a casa tá enormemente vazia. Aliás, a casa sem a Cacha fica um oco só. Ela preenche todos os cantos com sua molequeira e sua alegria. Saudade! Sim, mas... comecei a pensar, então, numa espécie de manual, roteiro ou lembrete pra ela não deixar de fazer com o meu pai nesses dias em que terá ele só pra ela.
Cacha, não implica com meu pai, não, tá? Faz companhia pra ele nem que seja no jogo de futebol na tv. Convida prum jogo de baralho (que tu adora). Chama ele pra tomar um chopp num bar da orla no pôr-do-sol (pode ser o de sempre Barra-vento, que a gente adora, né?). Pede pra ele fazer a tua feijoada daquele jeito que a gente gosta. Divide uma caipiróska com ele (mas tem que ser preparada por ele, viu?). Pede pra ele parar na barraca do acarajé todo dia pra você matar a tua saudade (e lembra de trazer pelo menos um abará pra mim na volta, tá?). Deita uma tarde dessas com ele na cama e leva aquele livro de animais, que a gente adorava ler quando criança (deve estar em algum lugar na estante nova). Tira os cabelos brancos que insistem em aparecer na sobrancelha dele (mesmo que ele não queira). Leva ele pra aquela indispensável volta no Pelourinho (apesar daquela disposição toda dele). Bota a conversa pra fora. Deixa o papo rolar. Faz umas boas fotos dele pra mim...
Ah, Cacha... ou não faz nada disso. Mas me mata de ciúme, inveja, vontade, saudade e curte cada minutinho teu aí com ele. Eu aqui ficarei contando os dias até julho chegar.
Sabe como é que eu já tô aqui, né? Pois é. Beijo.

Só pra dar um gostinho de Ana Carolina:
“...E tornar-te quem tu és. O mistério da sua fé em si. Crescer, sumir, partir, chegar. Revirar e se descobrir. Se elaborar, se transformar. Quando você irá cair em si? Me diz como fugir do que levamos por dentro...”




quinta-feira, janeiro 04, 2007
Copo vazio, cheio de ar




Antes do ano terminar, enquanto esperava pra fazer as unhas num salão chique da cidade, abri uma “caras”, revista de gente que só anda sorrindo, já perceberam? Mas, mesmo em revistas assim se pode tirar proveito de uma boa leitura. Gosto das dicas astrológicas do Carlos Fruig, gosto dos artigos de comportamento e gosto muito das poesias que legendam lindas fotografias. Então, ao ler Adélia Prado numa revista dessas, não contei conversa, peguei o primeiro papel que vi pela frente e a poesia pra usar mais na frente. Bisbilhotando meus alfarrábios, que ainda estão espalhados pela casa desde a mudança, encontrei o tal papel.
Ela diz assim:

“Meu coração vai
desdobrando panos,
se alargando.
Aquecido, dando a
volta ao mundo,
estalando os dedos
pra pessoa e bicho”.

Sinto-me assim, sabe? Nem sei o que acham dessa minha conduta. Talvez, os mais carrancudos, ou céticos, devam pensar que sou maluca, por viver “mostrando os dentes pra todo mundo”, como diz meu pai. Não sei ser diferente não, gente! Macambúzia, cara amarrada, mal humorada... só em raríssimas vezes. Na TPM ou quando tô triste por alguma razão. Mas, na maior parte do tempo: sorrindo sempre!
E você? Anda sorrindo pra vida, pra que a vida abra aquele sorrisão pra você? Braguinha tem razão, viu? “A vida só gosta de quem gosta dela”. Não dá pra ficar vivendo de lamúrias, reclamando de tudo, amargando a própria vida e, claro, a vida dos outros. A gente tem que se esforçar é pra viver os minutos degustando cada movimento do ponteiro. Tic-tac-tic-tac. Pare aí um pouquinho e tente ouvir esse barulhinho, que se parece com o ritmo das batidas do seu coração...
O Chico é que tá certo, viu? Sim, o Chico, Chico Buarque. Aliás, ele sempre tem razão, né? Tem coisa mais maravilhosa do que: “Não se afobe, não. Que nada é pra já”? Ou...

“É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar
Que o ar no copo
Ocupa o lugar do vinho
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor
Que a dor ocupa a metade da verdade
A verdadeira natureza interior
Uma metade cheia
Uma metade vazia
Uma metade tristeza
Uma metade alegria...”

Prefiro, assim... terminar minha conversinha aqui deixando um excerto de umas de suas mais novas canções, do CD Cariocas, que eu ainda não ouvi, mas só pode é tá lindão, como o Chico, que continua gato como sempre.

“Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre...”




quarta-feira, janeiro 03, 2007
Pra quem enxerga no amor essa cor...





Azul. É essa a cor a que a minha Gorda se refere. Sim, foi de um comentário dela no blog que eu tirei essa linda poesia que dá nome a esse post. Ela esteve aqui em casa hoje à noite. Veio buscar a Cacha pra levar no aeroporto. Isso. A Cacha viajou pra Salvador. Foi dengar o papai e me deixou aqui com uma dor de cotovelo retada. (Falo já disso... Voltemos à Drica e o seu condão de me tocar a alma...) Eu tava meio sonolenta, sabe. Passei o dia todo com umas tonteiras, sentindo a cabeça pesada. Nem ousem pensar bobagem, porque não tem nenhuma chance de ser... isso que vocês podem estar pensando. Acho que tô mesmo é com uma puta crise de hipoglicemia. Mas, sim. Aí, tava caindo uma chuvinha safada lá fora. Deu vontade de tomar um Santa Carolina que espera por ela há mais de mês na geladeira. Ofereci e... pimba! Ela topou. Tudo o que eu queria. Companhia pruma vinharadazinha de leve só pra fazer o sono chegar mais rápido. Até a tonteira melhorou. Rum hum hum...
A cena seguinte foi: ela e a Cacha saindo pelo portão rumo ao aeroporto, meu coração apertado, saudoso, com aquela pontinha sem-vergonha de inveja da minha irmã. Vontade de ir junto. Viajar com ela, reencontrar o meu pai que não vejo há dois anos, aproveitar a companhia deles. Ai ai ai ai ai... Pois é.
Li no blog da Ritinha que os anos ímpares são poderosos... quando as coisas que marcam realmente acontecem, ou qualquer coisa assim... Refleti sobre a minha vida e... acho que ela tem razão. Ou, pelo menos, isso se aplica a mim também. Nem vou recapitular, mas... entrei o ano novo sem esperar muito, sem uma lista infinita de metas, mas com um verde esperança de que o melhor ainda vai chegar e um azul cor do amor da vontade que eu tenho de vivenciar de verdade. (Olha a minha roupa de ano novo!)
Aí, voltando mais uma vez à Drica, o recadinho dela faz todo um sentido. E soou como profecia na voz de alguém que eu sei que torce verdadeiramente por mim, que não tem meias palavras pra me falar, que não dissimula pra me dizer o que pensa, que me olha por dentro de mim.

“...e muito amor. amor pra dar, e de sobra. amor pra vivenciar. amor pra valer. qualquer tipo de amor. porque amar sempre vale a pena, mesmo, nao é?...e quem sabe, no meio disso tudo, um grande amor também. desses que faz a gente destrambelhar a falar. mas que cala também. que emudece a gente. enfim, um amor. amor que não se traduz. só se sente. e amor que vc, definitivamente, não vai procurar. porque estou certa de que ele vai bater à sua porta. mas na hora certa. e quando for, de fato, amor. o amor.”

Ouvi muita música legal esses dias. Já falei, né? Vander Lee sempre se renova em mim. E lembro a primeira vez que o escutei. Há dois anos em Salvador. Tocava no rádio “Onde Deus possa me ouvir” e eu lembro ter ficado “de cara” com aquela letra naquela voz melodiosa.

“Sabe o que mais quero, meu bem...
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também.
Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo o desengano...”

P.S.: Nessa foto aí de riba... um dos cenários mais lindos da viagem: Lagoa Azul, em Jijoca. Bom voltar lá. Ó, gente... botei mais umas fotinhas no flog http://www.anuchamelo.fotoblog.uol.com.br/
Vão lá! Vou ficando por aqui, tá? Depois conto mais de Jeri. Deixo meu carinho de sempre.




terça-feira, janeiro 02, 2007
Ano Novo nas sementinhas do vir-a-ser



Na viagem de volta pra Teresina, depois do meu reveillon supimpa em Jericoacoara, vinha pensando o que escrever no primeiro post de 2007. Ficava ouvindo as músicas dos CDs escolhidos a dedo pela Cacha e imaginando onde cada excerto de música poderia encaixar nos meus pensamentos falados. Mas, aqui na frente do notebook, vendo/ouvindo na TV Cultura a minha cantora preferida, Zizi Possi, cantando “Pedaço de mim” do Chico, depois de ouvi-la cantar “A paz”, do Gil... sei que o que preciso mesmo é dizer o que me dá na telha. Sem muitos rodeios, nem elocubraçoes, nem muito menos enfeites. O mais simples de mim possível. Porque é assim que eu sou e é assim que quero ser ainda mais nesse ano que começou muito bem.
Lá em cima da famosa duna de Jeri, onde gente de todo lugar do mundo sobe para render as boas vindas ao ano que chega, eu senti uma sensação muito boa de se sentir. Uma coisa boa me invadiu a alma, me enchendo de alegria e de esperança. Fiz uma oração agradecendo o que de bom me aconteceu em 2006 e pedindo a Deus o esquecimento daquilo que nem foi tão bom assim. Mas, voltando à sensação... foi exatamente o que diz a música do Gil, que acabei de ouvir na voz da Zizi:


“A paz invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse os meus do chão
Onde eu já não me enterro mais.
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino...”

Paz. Um estado de espírito, sim. Mas, antes de tudo, um compromisso que se assume consigo, com os outros, com o seu redor, com o mundo. Quero promover a paz dentro de mim nesse ano novo. Até para poder acreditar na Paz Mundial. Agora, é de lascar ouvir a Zizi cantando “Explode Coração”, do Gonzaguinha, e não precipitar uma guerra de saudade dentro em mim, lembrando da Corrinha, que amava essa música. Afe!
Lendo o Rogério Newton, cronistas dos bons aqui da minha terra, lembro-me do Drummond, muito bem lembrado por ele, quando nos ensina o que fazer para se ter um ano realmente novo...

“... tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre...”

É isso o que eu desejo pra mim. É isso o que eu desejo pra vocês!