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sexta-feira, junho 25, 2010
Da minha vontade de ser Deus



Tem uma expressão muito comum que se usa quando alguém “se acha”, que eu vou usar pra mim: “Só quer ser Deus”. Isso mesmo. Eu só quero ser Deus. Deixa eu me fazer entender, como um bom Deus...
Tenho vontade de ser Deus quando determinadas coisas acontecem e eu gostaria de fazê-las “desacontecerem”. Especialmente, depois de eu ser mãe. Depois de mãe, a gente se torna meio super-heroína, se acredita cheia de super-poderes.
Então, como eu dizia, tenho vontade de ser Deus quando vejo uma mãe passar por situações que não deveriam ou não mereciam passar. Eu, sendo Deus, não permitiria que mãe nenhuma passasse pela dor de perder um filho. Seja por uma fatalidade, seja para as drogas, seja pela a vida.
A Paula Toller canta muito bem isso quando diz: “Eu não sabia que existia esse outro parto de partir...” Eu tenho vontade de ser Deus para “desdizer” tudo o que foi dito de terça-feira pra cá, por exemplo. Tipo fazer como o Super-Homem, que deu uma volta bem rápida ao redor do mundo e fez tudo voltar ao ponto imediatamente anterior a uma tragédia, sabe?
Hoje, particularmente, uma mãe eu gostaria de poupar da dor, do sofrimento, da perda. Existem mães que são como modelos. Mães heroínas dos seus filhos, mães com um largo sorriso no rosto, mães corajosas em suas posturas, mães doces na sua conduta, mães exemplo a ser seguido... Não. Essas mães não sofreriam de jeito nenhum se eu fosse Deus.
Tenho vontade de ser Deus por conseguir tomar pra mim as dores de outras mães. Sinto na pele, na alma. Como se o que incomoda a elas incomodasse a mim também. Fico imaginando se eu estivesse no lugar delas. Chego a sofrer como se fora eu a atingida pela dor.
Das minhas “brigas” com Deus, pessoalmente, lembro-me de dois episódios em que contestei a Sua existência. Quando a minha mãe perdeu a mãe dela. E quando eu perdi a minha mãe. Pensei: “como um filho sobrevive sem mãe?” Não tem no manual. Tanto eu quanto a minha mãe tivemos que aprender a sobreviver no sofrimento, no verdadeiro “parto de partir”. E ê, dor grande! Por essas e outras, tenho vontade de ser Deus. E não seria um deus qualquer. Seria o próprio Deus.
Então, se já é um sofrimento e tanto perder a mãe, o que dirá perder um filho? Como sobrevive uma mãe sem seu filho? Elas precisam ser Deus para conseguirem ultrapassar a dor e continuar acreditando no próprio Deus. Tarefa nada fácil diante dos fatos.
Não há aqui nenhuma blasfêmia. Por amar a Deus sobre todas as coisas, nem tenho medo de ser castigada. Sei do amor Dele por mim. “Mas, Deus, você não concorda comigo? Algumas coisas que o Senhor escreve não são mais tortas que as tais linhas tortas?” Tenho vontade de ser Deus para escrever certo em linhas bem certas. Imagina como seriam as minhas frases no mundo em que eu fosse Deus!
Ah, se eu fosse Deus...
Hoje, eu amanheceria trazendo pra perto todo filho bom que tem uma boa mãe. Não importava onde ele estivesse. Eu usaria meu “pirlimpimpim” e todo mundo estaria sorrindo de novo. Aliás, sorrisos não poderiam faltar. Choro, nem pensar. Tenho vontade de ser Deus para decretar estado de felicidade ininterrupta para as todas as mães boas de espírito e de bom coração.
Deus me entende, né, Deus? Quando a gente está sofrendo é capaz de sandices como essa. Só para não querer acreditar no curso natural da vida. Nascer, viver, morrer. No meu particular desejo, só existiria nascer e viver. Não haveria morte nesse mundo. Se eu fosse Deus.
P.S.: Essa música não tem saído da minha cabeça... (detalhe: quando a ouvi pela primeira vez eu tinha uns 8 anos e ela já me marcou ali!)

Força Estranha
(Caetano Veloso)
"Eu vi o menino correndo eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riachoE acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pr'eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol
É a estrada
É o tempo
É o pé
E é o chão
Eu vi muitos homens brigando, ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada
É o sol"
postado por Anucha Melo @ 7:42 AM 





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