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terça-feira, outubro 23, 2007
Pela cara lavada e pela alma exposta



Tenho poucos amigos. Amigos, amigos mesmo de verdade, sabe? Daqueles que a gente conta nos dedos de uma única mão... Ah, acho que todo mundo é assim. Colegas, companheiros de farras, cúmplices a gente faz muitos no meio do caminho. Mas, amigos... São raros, únicos, ímpares.
Nos últimos dias, ando meio estremecida com três deles. Delas. E são das mais recentes. Mas não menos queridas. Não vou mesmo expor nada do que houve. Nem precisaria dizer nada aqui. Mas, se é que elas ainda vêm aqui, esse texto do Marcos Lara Resende diz muito do que eu penso de amizade. E, engraçado, é que ao reler pude fazer um filminho do que tenho vivido com elas. Separadamente. Cada uma faz parte de uma tribo diferente.
Queria muito que elas soubessem que esse “hiato” entre a gente está doendo muito em mim. Porque necessito delas. Sempre fui assim de precisar das pessoas. Eu sei que não é certo. Que a gente não deve precisar das pessoas. Muito menos dos amigos. Amigos são para estar. Para ser. Para existir. Lá onde estão. No lugar deles. E, algumas vezes, ao lado da gente.
A eles, os meus amigos, o meu amor. Um amor singelo, despretensioso, companheiro. A elas, as minhas amigas magoadas comigo e eu com elas, o meu pedido de perdão pelo mau jeito. E a minha amizade sempre. Talvez a gente precise desse tempo para pensar o quanto somos importantes na vida da gente. E teremos chance de sentir falta, saudade. Porque ser amigo é isso também!

“Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.”
(Adriana Falcão)

Minhas lindas, ao ler esse texto lembrei muito de vocês! Lá vai...

Amigos loucos e sérios
Marcos Lara Resende

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

Sendo assim... é esperar fazerem efeito as palavras do profeta Caetano:

“De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido...
Tempo, tempo, tempo, tempo!”
P.S.: Eu e Kaká no último sábado no Planeta Diário. Obrigada pela cia, Kazinha! E pela amizade também...
postado por Anucha Melo @ 6:46 PM 





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